18/02/2013 Comentário (0) espeleologia

Homens da Caverna

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Duas semanas intensas de treinamento, muita experiência adquirida e uma boa história pra contar. Essas palavras traduzem um pouco da sensação vivida por Carlos Hiran durante participação no curso de espeleologia e autorresgate. Realizado em Piracicaba, SP, por Walker Gomes, o mais experiente espeleólogo brasileiro, o curso demandou nove horas diárias de treino.

O treinamento foi assim: dois dias em sala de aula, cinco na academia e sete no Petar. Na academia, os alunos ficavam de seis a oito horas pendurados, literalmente; o corpo chegou a ficar roxo, devido ao grande esforço. Era preciso dormir todos os dias com o baudrier preso ao corpo para que isso se tornasse algo comum. E durante todo o treinamento podia-se ouvir o aviso do treinador: “se não aprender, vai ficar no fundo da caverna!” Afinal, um pequeno erro pode afetar toda a equipe, pois normalmente se utiliza somente uma via para as descidas em caverna. E na mesma corda podem estar suspensos três ou mais integrantes da expedição.

O curso foi concluído com uma parte prática em que os alunos realizaram um canyoning pelo Vale do Ribeira e exploraram dois abismos, com profundidades acima de 300 metros. Nessa oportunidade, a equipe pôde explorar todas as técnicas de descida e de resgate de vítimas. E o melhor: os alunos encerraram suas atividades voltando para a base, com sucesso.

Curso de Espeleologia

Curso de Espeleologia

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